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Mapeamento da biodiversidade dos habitats marinhos de profundidade
um projecto de cooperação pela biodiversidade
O projecto DeepReefs explora a diversidade biológica e distribuição das espécies que ocorrem nos recifes rochosos entre os 30 e os 70 metros de profundidade, na costa continental portuguesa.
Integrando a comunidade de mergulhadores num projecto científico de exploração do fundo do mar, este projecto inovador irá proporcionar uma nova ferramenta de informação aos gestores das áreas marinhas, assim como às gerações presentes e futuras.
O projecto vai criar mapas tridimensionais da biodiversidade marinha destes recifes, juntando técnicas de topografia subaquática com mergulhadores, sonar de varrimento lateral e sistemas de informação geográfica.

Brochura Deepreefs >>
A estratégia do projecto assenta na cooperação entre indivíduos e instituições, públicas e privadas, nas observações de uma sólida equipa de mergulhadores com formação técnica, validação da informação, integração em sistemas de informação geográfica e estudos de genética populacional das comunidades marinhas que habitam estes ecossistemas.
Onde exploramos recifes profundos +
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Existem ainda muitas espécies desconhecidas no fundo do mar e muitas apresentarão compostos importantes para a biomedicina. A hidrodinâmica, luz e proximidade aos ambientes costeiros são tão diferentes para os recifes profundos que é esperado encontrar comunidades com uma biodiversidade muito diferente da existente nos recifes costeiros rasos. Quanto ao isolamento das populações do fundo cuja capacidade de dispersão nos oceanos é limitada, é interessante estudar a genética populacional entre recifes de diferentes locais da costa portuguesa.

Com uma localização que junta influências marcadamente Atlânticas e de águas mais frias do Norte com influência do mar Mediterrâneo, os recifes da costa de Portugal são locais de alta biodiversidade.
Tradicionalmente os cientistas utilizam técnicas de amostragem científica com mergulho recreativo para estudar o ambiente subaquático. Em profundidades superiores a 30 metros os mergulhadores têm limitações cada vez maiores de quantidade de gás para respirar e tempo de fundo para trabalhar. Assim, a gama de profundidades entre 30 e 100 m continua quase totalmente desconhecida para a Ciência. Nos mares temperados, onde a temperatura da água e as condições de agitação do mar impõem limitações maiores, o conhecimento é ainda menor.

Pelos relatos de alguns mergulhadores, visitantes esporádicos destes mundos desconhecidos, os recifes de profundidade ainda são ambientes prístinos que é urgente proteger.